A leitura é uma das ferramentas mais poderosas para o crescimento e desenvolvimento pessoal. Através dela, expandimos nossos horizontes, adquirimos conhecimento, desenvolvemos a empatia e estimulamos a criatividade. Seja por meio de livros, artigos, revistas, jornais, como este que está empunhando agora, ou até mesmo posts em redes sociais, a leitura nos conecta com diferentes perspectivas e culturas, enriquecendo nossa visão de mundo. No entanto, com o avanço da tecnologia, as formas de consumir conteúdo evoluíram, e hoje temos à disposição não apenas o tradicional livro físico, mas também uma variedade de opções digitais. Mas qual é a forma preferida de leitura atualmente? Uma pode se sobrepujar à outra? A resposta pode variar conforme a faixa etária e as preferências individuais.
Atualmente, as opções de leitura são vastas e acessíveis. O livro físico, com seu cheiro característico e a sensação de virar as páginas, continua sendo um favorito para muitos leitores, e nestes eu me incluo. Por outro lado, os meios digitais, como e-books, tablets e smartphones, ganharam espaço por sua praticidade e portabilidade, e eu também sou adepto e favorável desse modelo. Além disso, plataformas de audiolivros têm conquistado adeptos, especialmente entre aqueles que têm dificuldades físicas para a leitura, ou que buscam conciliá-la com outras atividades do dia a dia. Cada formato tem suas vantagens, e a escolha muitas vezes reflete o estilo de vida e as prioridades de cada leitor.
Quando observamos as preferências por faixa etária, percebemos padrões interessantes. Os leitores mais jovens, como adolescentes e jovens adultos, tendem a adotar mais facilmente os meios digitais. Para essa geração, que cresceu imersa na tecnologia, a praticidade de carregar diversos livros em um único dispositivo e a possibilidade de acessar conteúdo instantaneamente são fatores decisivos. Além disso, plataformas como Kindle e aplicativos de leitura oferecem recursos interativos, como dicionários integrados e ajustes de iluminação, que agradam ao público mais habituados às novidades do mundo tecnológico.
Já os leitores de meia-idade e idosos muitas vezes preferem o livro físico. Para eles, a experiência sensorial de segurar um livro, folhear as páginas e até mesmo colecionar obras em uma estante é insubstituível. Há também uma questão de hábito e familiaridade, já que muitos cresceram em uma época em que o livro físico era a única opção disponível. No entanto, é importante destacar que essa divisão não é absoluta. Com o aumento da acessibilidade de dispositivos digitais, muitos leitores mais velhos têm migrado para os e-books, especialmente por questões como o ajuste do tamanho da fonte, que facilita a leitura.
As crianças, por sua vez, representam um caso à parte. Enquanto os livros físicos continuam sendo amplamente utilizados em escolas e em momentos de leitura compartilhada com os pais, os dispositivos digitais também têm ganhado espaço, especialmente com o uso de tablets e aplicativos interativos que combinam texto, áudio e animações. A escolha entre o físico e o digital para o público infantil muitas vezes depende da proposta pedagógica e do envolvimento dos pais ou educadores.
Independentemente da forma preferida, o importante é manter o hábito da leitura vivo. Cada formato tem seu charme e sua utilidade, e a diversidade de opções permite que mais pessoas tenham acesso ao conhecimento e à cultura. No próximo artigo, exploraremos o crescimento (ou queda) de cada um desses mercados, analisando como as tendências de consumo de livros físicos e digitais têm se comportado nos últimos anos e o que podemos esperar para o futuro. Até lá, que tal refletir sobre qual é a sua forma preferida de leitura e por quê?
Esta publicação também está disponível no jornal A Tribuna, na edição do dia 18/03/2025, na página A3. Você pode acessar a versão em PDF pelo link: A Tribuna – Edição 13596.









